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Personalidades opinam sobre a volta do MiBR

Por: Jairo Foxer Junior - Gamehall - 23/06/2018 08:15:26
Personalidades opinam sobre a volta do MiBR

Durante a ESL One Belo Horizonte, conversamos com algumas personalidades do cenário de Counter Strike:Global Offensive, perguntando sobre suas opiniões pessoais quanto a volta da tag Made in Brazil. Entre eles, narradores, comentaristas e até empresários comentaram a cerca do assunto, dando diferentes visões bem interessantes sobre o significado desta volta.


Casters


Time de casters e apresentadores em Belo Horizonte, durante a ESL One.

No âmbito dos casters, entrevistamos grandes nomes como Guilherme "GuizaO" Kemen, Pablo "xrm" Oliveira, Giovanni "Gio" Deniz e Nícolas "Nicolino" Emerenciano, que se mostraram muito animados com o MiBR voltando ao cenário. Alguns apostaram que isso elevaria até mesmo as views das competições nacionais, pois este retorno aumentaria ainda mais o público de CS:GO no Brasil. Outros comentaram sobre investimento, ótimo timing da Immortals e até mesmo das raízes da line.


Nicolino

"Eu estou muito empolgado com esta volta, porque eu acho que isso pode significar que, quem deu uma parada no CS 1.6, reascenda o seu interesse, o público cresça ainda mais, e todo o nosso cenário ganha com isso. Até mesmo eventos e torneios nacionais como uma Liga Pro por exemplo, podem ganhar com isso tudo ganhando ainda mais views. Além disso, outro ponto que me anima muito é o Noah estar por trás da equipe. Isso porque todos nós sabemos de todo o potencial empreendedor que ele tem, fora todo o ótimo trabalho que ele faz com outras organizações, equipes e etc. E para dizer sinceramente, eu tenho uma grande esperança que o MiBR só trará coisas boas voltando, pois ele significa muita coisa para muita gente de todas as idades. Eu mesmo com 25 anos conheço, sei o que é, enquanto pessoas com 40 anos também entendem e lembram da sua história. O hype é real e eu endosso ainda mais ele!"



GuizaO

"A tag em si é importantíssima pelo significado. E quando eu falo isso, não digo apenas pelas quatro letras que estão lá de fato, mas também pela representatividade de uma era vitoriosa que o Brasil teve dentro do esporte eletrônico, em um tempo onde as coisas eram tão complicadas. A coisa toda não evoluída como é hoje, e ainda assim nós tínhamos algo para se ter orgulho. E agora, isso vem junto com uma nova era Mundial do esport, com grandes equipes e torneios Mundiais. Se juntarmos tudo isso, acredito que não há momento melhor para a volta do MiBR do que agora."



Gio

"Eu acho que a tag, o nome e a line tem tudo haver. Made in Brazil, no contexto geral, é uma line brasileira que saiu daqui e foi viver lá fora, deixando família, namorada, amigo e todo mundo para viver um sonho cheio de dificuldades. Isso tudo é inclusive um reflexo do povo brasileiro: sofrer, mas ao mesmo tempo ir pra cima mesmo. Eu pelo menos enxergo muito dessa maneira, e acho que como Made in Brazil, isso fortalece a marca em si. Pensando também no marketing, acho que foi o melhor possível colocar a melhor equipe brasileira na atualidade, bi-campeã de Major, multi-campeã mundial e com uma torcida insana. Acho que nem o antigo MIBR tinha isso aqui. Então basicamente, posso dizer que eles irão agregar muito!"



XRM

"O MiBR é muito legal pelo peso que ele carrega antes mesmo de anunciar sua line oficial. Então, ela já chega ao cenário com torcida e muita coisa bacana só pelo nome, por conta de tudo que foi construído lá trás. Outra coisa que eu queria comentar também, é sobre o investimento do exterior que está vindo né, pois a gente sabe que a MiBR foi comprada pelo grupo da Immortals, que é uma galera que tem grana, e não tem jeito: o que falta aqui é isso, é investimento e patrocinador, pois torcida nós já temos, paixão nós já temos, mas ainda carecemos de uma infraestrutura que proporcione condições adequadas de trabalhos aos atletas, que não só lhe dê boas condições para trabalhar, mas que também permita que ele viva só disso como em outros games que o publisher investe dinheiro nisso e alavanca o cenário. Então, basicamente, o que o nosso cenário precisa é de dinheiro, e se tem uma empresa ou pessoa de fora querendo investir aqui, não importa a tag, vai ser ótimo. Agora, sendo a MiBR, que tem tanto respeito e prestígio, melhor ainda!"


BiDa

"A volta do MiBR é muito boa para o cenário, com certeza. É uma tag lendária que envolve muito muito mais do que apenas os games, pois ela também nos remete a sonhos e a nossa comunidade. Se nós conseguirmos trazer de volta toda aquela magia que foi no CS 1.6 ou até mais aqui para o CS:GO, eu acho que o game só tem a crescer aqui no país, juntamente com todos os outros esportes eletrônicos. O MIBR foi revolucionário desde que nasceu, e eu espero que eles continuem sendo agora na sua volta. Quanto a provável lineup que será anunciada, eu e guizaO estamos treinando bastante para chegar num bom nível e... [pausa para muitas risadas], falando sério agora, é, nós já temos muito indícios de quem estará neste time, e apesar deles não estarem na sua melhor fase, eles estão correndo atrás para corresponder a torcida. Eu lembro até hoje que quando este retorno foi anunciado, eu pensei: 'se isso for verdade, com certeza eles vão querer investir no melhor time do Brasil, porque não faz sentido a tag MIBR sem a melhor equipe, então independente do que acontecer, eles tem que ser os melhores."


Empresários


A famigerada torcida apaixonada e inflamada do Mineirinho.

No âmbito de mercado, conversamos com três empresários da área: o CEO da LGZn Marketing Consulting, Guilherme Barbosa, o CEO da Gamers Club, Yuri "Fly" Uchiyama e também Guilherme Machado, Gerente de Digital da TracyLocke. Alguns deles não exitaram em citar os fãs brasileiros e a sua paixão com o CS, enquanto outros enfatizaram bastante as oportunidades que marcas brasileiras e o cenário em si terão com esta volta.

Guilherme Barbosa

"Eu achei esta volta incrível. Agora, dia 23 de junho a gente vai saber quem é a line do MIBR, e basicamente eu acho que tudo isso traz um pouco do brilho que o nome tinha para os brasileiros de agora, que também já tem o seu próprio. A gente vê que muitos times e jogadores brasileiros tem de ir para fora morar e jogar com organizações internacionais para conseguir se sustentar, ganhar um bom salário, ter patrocínios e etc. E agora, a gente vai conseguir aqui junto com a MIBR, a volta desses jogadores sob um nome brasileiro. E no geral, eu acho que faz muito sentido, pois o brasileiro é apaixonado e quer isso. Nós temos os fã que grita mais alto nos estádios, o que foi confirmado por todos os jogadores que jogaram em Belo Horizonte. Agora, eu estou torcendo demais para que o negócio empolgue cada vez mais a torcida, e que este público gigante se torne ainda maior do que já é."


Fly

"Para ser sincero, a ideia de trazer a tag do MIBR de volta me surpreendeu. E isso é bom, pois mostra que o CS está crescendo, apesar de algumas pessoas acharem que não. Trazer esse tag de volta foi uma estratégia inteligentíssima do pessoal da Immortals que está cuidando disso, e eu entendo que eles enxergaram o potencial do mercado brasileiro, do quanto a comunidade é fã, acompanha e investe tempo e dinheiro nessa paixão, que é o Counter-Strike. E para que isso fosse possível, eu também entendo que eles estudaram bastante nosso mercado, o que será ótimo para quando eles forem investir ainda mais por aqui."


Guilherme Machado

"O impacto desta volta é muito grande porque o cenário de Counter-Strike é um cenário extremamente interessante para marcas e agências. As empresas interessadas em esports hoje, tem o dever de olhar para o Counter-Strike com olhos especiais, e é muito bom ter uma equipe aqui do Brasil neste nível, até porque, a gente está acostumado a torcer por equipes estrangeiras, a gritar por SK Gaming por exemplo, e a SK é uma empresa que nem existe no Brasil. Agora, tendo de fato uma empresa daqui e com uma equipe brasileira que pode ser financiada e apoiada por empresas também brasileiras, é um negócio que na minha opinião pode fazer muita diferença na cena nacional de esports, trazendo mais marcas e parcerias para apoiar o nosso mercado. Desta forma, eu espero que tudo isso faça o cenário brasileiro de Counter-Strike e de outros esportes eletrônicos a florescer e ganhar ainda mais tamanho!"